• Drª Ana Paula Hayashi

Dicas de Nutricionista para Emagrecer #2

DICA #2 – Não proíba alimentos da sua dieta.

O ato de comer é tão gostoso que não deveríamos pensar em colocar na nossa dieta determinados alimentos somente porque “fazem bem” a saúde ou excluir aqueles que “fazem mal”. A forma como nos relacionamos com a comida influencia os nossos atos, pensamentos, desejos e, até mesmo, culpa.

Apesar do tema “alimentação saudável” estar em alta, o no “pain no gain” também se destaca. Classificar os alimentos como bons ou ruins pode nos levar a acreditar que se sentimos prazer em comer, isso está errado, então logo em seguida nos sentimos culpados. Ao mesmo tempo, a restrição do alimento, que soa como “sofrimento necessário para atingir os resultados”, acaba resultando a um desejo maior de consumi-lo.

Uma alimentação equilibrada consiste em poder comer de tudo. Sim, TUDO! É claro que aqui não estamos falando de doenças que necessitam de restrição (como diabéticos e o consumo de açúcar), mas de pessoas que querem emagrecer, sem ficar contando calorias e pensando em comida o dia inteiro.

O chocolate é um dos alimentos que mais sofre com essa história de “vilão da dieta”. Vou contar uma história comum, que sempre se repete no meu consultório:


Roberta está querendo emagrecer e adora chocolate. Decidiu fazer dieta por conta própria e resolveu tirar “o vilão” da sua alimentação, “porque engorda”. Após proibir-se de comer aquele doce, começa sentir muita vontade de comer chocolate e, após três semanas sem comer nenhum pedacinho, começa a só pensar naquilo.

Como não pode comer chocolate, porque está de dieta, resolve comer uma banana com canela para “matar a vontade de comer doce”. Infelizmente, a banana não deu conta e ela resolve comer tâmaras e adivinha? As tâmaras também não foram suficientes e resolve comer uma alfarroba, porque dizem que é parecido com o chocolate.

A alfarroba lembrou, mas não foi a mesma coisa que comer um chocolate. Então, Roberta lê na internet sobre uma receita de brigadeiro FIT com óleo de coco. Faz uma receita e come ela inteira. No fim do dia, frustrada, Roberta acaba comendo um pedaço de chocolate porque era aquilo que queria comer e fica triste por não conseguir “seguir a dieta”. E quer saber? Ela entra no famoso “já que”: Já que não consegui deixar de comer chocolate, na segunda feira eu volto para dieta (e até lá come a barra inteira, afinal a dieta só começa na segunda-feira).


Não seria menos sofrido se a Roberta, desde o início, não tivesse comido o chocolate quando tivesse vontade? É muito importante lembrarmos que a alimentação saudável não é comer somente frutas, verduras e legumes. É poder comer uma batata frita, sem peso na consciência, é poder comer um brigadeiro, sem ser FIT (feito com óleo de coco) e comer as frutas que gosta. Além disso, a restrição acaba nos dando uma vontade maior de comer aquele alimento considerado proibido: se eu não posso comer chocolate, a primeira coisa que tenho vontade de comer é o bendito chocolate!

Ao invés de se privar, para depois correr o risco de passar por tudo isso, mude a chavinha de classificar o alimento que se “pode ou não pode” comer. Tente mudanças graduais, dando preferência para os alimentos frescos que você mais gosta. Seja curioso e prove alimentos diferentes ou o mesmo alimento, mas com preparações diferentes. Experimente assado, com molho, com ervas, misturado com outros alimentos, em tortas, enfim, agora é a hora de usar e abusar de todo conteúdo disponível na internet (Rs!).

Leitura Indicada:

Livro “A Dieta Ideal”, por Desire Coelho e Marcio Atalla.

Livro “Nutrição Comportamental”, por Marle Alvarenga, Manoela Figueiredo, Fernanda Timerman e Cynthia Antonaccio.

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